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Mayla Herrick, da Monster Energy, fala sobre o título em Loretta, a ascensão no WMX e o que se segue.

Publicado em:: 20/08/2026

Recém-consagrada campeã da categoria feminina em Loretta Lynn’s Ranch, Mayla Herrick, da Monster Energy, fala sobre a prestação que lhe valeu o título, a sua rápida ascensão no WMX e os objetivos que traça para o futuro.

Se não tiveste oportunidade de ver recentemente Mayla Herrick (SLR/Honda), piloto da Monster Energy, disputar o título nacional da categoria feminina no Monster Energy AMA Amateur National MX Championship, realizado em Loretta Lynn’s Ranch, em Hurricane Mills, Tennessee, então perdeste um grande espetáculo.

E se também não ouviste as suas declarações cheias de confiança no pódio, então perdeste mesmo algo especial.

Na segunda manga da categoria feminina em Loretta’s, onde um erro a levou a terminar na terceira posição, Herrick declarou no pódio, perante a transmissão global da FloRacing.com: “Vou ganhar a terceira manga e não me importa o que alguém possa dizer.”

E fez jus às suas palavras. Regressou determinada e dominou completamente a terceira manga para conquistar o Campeonato Nacional AMA e a cobiçada placa número 1 de Loretta. Depois dessa exibição, voltou ao pódio para afirmar:

“Eu disse a toda a gente que ia ganhar... e ganhei.”

Aos 17 anos, Mayla não só falou com confiança como também provou em pista que tinha razão.

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O recente título nacional conquistado por Herrick em Loretta’s foi, na verdade, o seu segundo título nacional, depois de já ter vencido a categoria Girls (11-16) em 2023, aos comandos de uma Husqvarna. Este ano, já com a mudança para a SLR (“Slam Life Racing”) Honda, conseguiu alcançar novamente o objetivo e conquistar o seu segundo título nacional, levantando uma questão inevitável: qual dos dois foi mais importante?

“São bastante diferentes porque, atualmente, o WMX é muito maior e tem muito mais apoio e fãs do que tinha antes”, explicou. “Além disso, este título (2026) significa mais para mim porque, nos últimos dois anos em Loretta’s, caí nas últimas mangas. Por isso, conseguir finalmente juntar boas prestações em todas as mangas e vencer o campeonato significa mais do que consigo explicar.”

E quanto às suas memoráveis declarações no pódio?

“Estava definitivamente muito motivada depois da segunda corrida. Tivemos alguns problemas na mota que estavam fora do meu controlo e eu não estava nada satisfeita. Limitei-me a dizer exatamente o que estava a pensar, sem rodeios. Sabia que depois tinha de o provar em pista, por isso, na terceira manga, sabia que precisava apenas de uma boa partida e que, a partir daí, conseguiria gerir a liderança. Foi exatamente isso que fiz!”

A entrada de Herrick no panorama profissional do WMX aconteceu na quarta ronda do AMA Pro Motocross Championship, disputada em junho no High Point Raceway, na Pensilvânia, precisamente quando completou 17 anos. Aí, surpreendeu o mundo do motocross feminino ao vencer a primeira manga, naquela que foi a sua estreia oficial como piloto profissional.

No entanto, esse momento de sonho terminou rapidamente, trazendo-a de volta à realidade de forma bastante dura, literalmente de cabeça, após uma queda na segunda manga que a deixou atordoada e desorientada.

“High Point foi uma experiência surreal”, recordou Herrick. “Nem sequer sabia quando devia vestir o equipamento ou como funcionava tudo, por isso a minha colega de equipa Mikayla Nielsen, que também é apoiada pela Monster Energy, foi praticamente uma ‘irmã mais velha’ para mim e ajudou-me em tudo isso. Na sexta-feira senti-me muito bem e adorei a pista. Na primeira manga fiz uma partida perfeita e liderei todas as voltas, o que foi mesmo muito divertido.”

Herrick continuou:

“No sábado senti-me bem nos treinos. Ainda hoje tudo isso é um pouco confuso na minha memória, mas eu sabia que estava bem. Sinceramente, tive muita sorte. Acabei apenas com uma concussão e uma abrasão bastante séria na perna. Loretta’s era cerca de cinco semanas depois, por isso parei durante duas semanas para recuperar totalmente da cabeça e depois voltei aos treinos para preparar Loretta’s.”

 

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Após Loretta’s, Herrick manteve o ritmo elevado e participou na sua segunda prova do WMX nos MX Nationals, em Unadilla (Nova Iorque), onde conquistou um sólido terceiro lugar e mais uma presença no pódio.

“Unadilla foi incrível”, afirmou. “A pista era muito divertida, mas não pilotei ao meu melhor nível durante todo o fim de semana. Coloquei demasiada pressão sobre mim própria. Tive de me lembrar que esta continuava a ser apenas a minha segunda corrida como profissional. Não fiquei satisfeita com um pódio, mas pensar dessa forma é um pouco absurdo. O meu objetivo no início da temporada era chegar aos pódios, e foi exatamente isso que consegui. Além disso, saí de lá sem lesões.”

Como já referido, Herrick mudou-se para a Honda no final de 2025, deixando a GasGas, uma decisão que claramente trouxe resultados positivos.

“Subi para uma Honda pouco antes dos Mini O’s de 2025 e adorei imediatamente. Liderei muitas voltas nessa prova e foi lá que conheci o Jeff Proctor, da SLR/Honda. Não sei exatamente como tudo acabou por acontecer, mas sei que adoro estar rodeada por toda a gente na SLR. A Mikayla é uma excelente colega de equipa, o Mark Samuels é fantástico. Toda a equipa é incrível. Não podia pedir um grupo melhor.”

Também em Unadilla, Herrick voltou a medir forças com uma das mulheres mais rápidas do mundo, talvez até a mais rápida da atualidade: a também piloto da Monster Energy, Lachlan Turner. Herrick conhece bem a líder do campeonato WMX, admira a sua velocidade, mas não tem problemas em comparar as suas próprias qualidades às da piloto que já soma 11 vitórias no WMX e ocupa o quarto lugar na lista de mais vitórias de sempre da categoria.

“Corro contra a Lachlan há cerca de seis anos”, explicou Herrick. “Ela sempre foi muito agressiva e tem uma velocidade natural impressionante, o que é claramente uma vantagem. Eu considero-me uma piloto com um estilo mais fluido e suave, mas isso também tem os seus pontos fortes.”

Para além da competição e da sua equipa, Herrick conta ainda com um incrível sistema de apoio familiar, algo comum entre os grandes nomes do motocross. E tudo começa com o seu pai, Jeff.

“O meu pai costumava andar de moto, por isso cresci praticamente dentro dos circuitos”, contou. “Sempre adorei ir para as corridas. Quando era pequena, ele levava-me a dar voltas pela pista e eu adorava cada momento. Ofereceu-me uma Yamaha PW50 quando tinha seis anos e parti a mão logo no primeiro dia. Mesmo assim, nunca quis fazer outra coisa. O meu pai é, sem dúvida, o meu maior apoiante. Diz-me sempre aquilo que preciso de ouvir, procura constantemente patrocinadores para mim e garante que tenho sempre o melhor equipamento possível.”

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A segunda etapa da rápida ascensão de Herrick ao topo do motocross feminino tem passado pelo trabalho com o antigo piloto profissional de motocross Robbie Reynard e pelo Reynard Training Complex, em Oklahoma, uma parceria que a piloto faz questão de destacar.

“Robbie ajuda-me tanto dentro como fora da moto. Exige muito de mim e responsabiliza-me por tudo o que faço. Trabalhamos arduamente, mas também nos divertimos. A sua mulher, Ashley, ajuda-me em tudo o resto. É um sítio fantástico e sinto-me muito grata por estar lá.”

Para além do motocross, Herrick é uma grande adepta da vasta variedade de desportos de ação associados à Monster Energy. Nascida e criada no Colorado, está perfeitamente habituada ao estilo de vida de montanha, sobretudo quando se trata de snowboard e de bicicleta de montanha.

“Adoro fazer saltos de bicicleta de montanha, andar de trotinete, de skate e, no fundo, qualquer coisa com rodas”, afirmou. “No verão, quando estou em casa, fazemos muito downhill de bicicleta de montanha e é super divertido. Sentes a mesma adrenalina que numa moto de motocross e isso é incrível. No inverno praticamos snowboard. Cresci a fazê-lo, por isso continuo a gostar muito.”

E quando não está de punho a fundo numa moto ou a percorrer as montanhas do Colorado numa bicicleta ou numa prancha?

“Levo os meus tacos de golfe para todo o lado sempre que posso e aproveito qualquer oportunidade para jogar uma partida de golfe”, acrescentou.

O que se segue?

Herrick irá disputar as duas últimas rondas do campeonato WMX, em Budds Creek, Maryland (21 a 23 de agosto), e em Ironman, Indiana (28 a 30 de agosto).

As próximas grandes competições nacionais de motocross amador no seu calendário serão a Moto Playground Race, em Ponca City, de 30 de setembro a 4 de outubro, e os Thor Mini O’s (Winter National Amateur Motocross), que decorrem de 21 a 28 de novembro no Gatorback Cycle Park, em Alachua, Florida.